Quando se trata de logística nacional, ainda estamos atrás de inúmeras nações ao redor do mundo. Porém, o Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão geográfica. A alta burocracia e as sucessivas crises econômicas e políticas ajudam a explicar a dificuldade brasileira em desenvolver um setor tão importante.

logistica nacional

Graças à globalização, várias empresas estrangeiras passaram a investir no nosso país. No entanto, os entraves encontrados no Brasil acabam limitando esse tipo de iniciativa e dificultando ainda mais a vida de muitos empresários do ramo logístico.

Para entender melhor a atual situação da logística nacional, neste artigo, apresentaremos os principais problemas enfrentados pelo setor e quais são as soluções. E, no final, apresentaremos uma dica para você realizar suas operações de maneira segura. Boa leitura!

Principais problemas da logística nacional

Para iniciar, apontaremos as dificuldades mais acentuadas enfrentadas pela logística nacional atualmente. Acompanhe!

Dificuldades em definir os melhores meios para cada tipo de serviço

Um dos principais problemas quando se fala de logística nacional é a definição do meio de transporte correto para cada tipo de serviço. No Brasil, temos os seguintes modais:

  • aéreo;
  • marítimo;
  • rodoviário;
  • ferroviário.

A dificuldade não está na escolha em si, mas na falta de opção para uma negociação mais viável. Em outras palavras, embora existam quatro modais para os serviços de logística, os investimentos em infraestrutura e desburocratização no Brasil não são suficientes para trazer à tona uma realidade positiva.

Por isso, quando um serviço é fechado, não há uma direção clara sobre qual modal escolher. A precariedade estrutural limita o modal ferroviário, a alta burocracia e os preços elevados são algumas das travas dos modais marítimos e aéreos. E a insegurança é um dos pontos de preocupação quando se trata do transporte rodoviário.

O governo, que deveria ser o principal orientador apontando o caminho ideal para os serviços logísticos no Brasil, é quem mais levanta dúvidas, não definindo planejamentos concretos para fortalecer de vez algum tipo de modal.

Grande dependência do transporte rodoviário

Na falta de uma definição direta de um modal, a escolha natural acaba sendo pelo transporte rodoviário, pois é mais barato comparado ao aéreo e o marítimo e mais “praticável”, em relação ao ferroviário.

Assim, atualmente, cerca de 58% de toda carga logística no país é levada pelas rodovias. Afinal a greve dos caminhoneiros, em 2017, mostrou o quanto o Brasil é dependente desse modal. Foram necessários apenas 3 dias de paralisação para que as empresas e a sociedade em geral sofresse prejuízos inimagináveis.

No entanto, apesar da grande importância do transporte rodoviário, as condições da malha viária no país são precárias. As principais reclamações são:

  • inúmeros buracos;
  • falta de sinalização;
  • rodovias sem asfalto;
  • falta de segurança.

E se antes os problemas eram mais acentuados em cidades afastadas, hoje, a situação já mudou — negativamente. Muitas capitais brasileiras sofrem com um número elevado de roubo de cargas e de caminhões. Dificultando ainda mais o serviço das empresas logísticas.

Burocracia do transporte aéreo

Sem dúvida, o transporte aéreo é o mais eficiente e o mais seguro dentre todos os modais. Por ser a mais rápida, a via aérea é priorizada para o transporte de itens com alto valor agregado, tais como:

  • produtos eletrônicos;
  • softwares;
  • joias.

No entanto, o que deveria ser uma vantagem acaba não se concretizando na prática por causa da burocracia. As cargas, de fato, são transportadas rapidamente de um ponto ao outro. Porém, ao chegarem ao segundo aeroporto, acabam ficando “presas”, esperando conferência e liberação legal.

Em outros países continentais, como China e Estados Unidos, esse processo demora normalmente 8 horas, ou seja, tudo é resolvido no mesmo dia. No Brasil, as cargas podem ficar até 1 semana no aeroporto antes de uma resolução.

Soluções para a logística nacional

Agora que conferimos os principais problemas, saiba quais são as melhores soluções para a atual logística nacional.

Programa de Aceleração do Crescimento

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi uma iniciativa criada pelo governo, visando um uma melhora de diferentes setores — incluindo o de transportes —, por meio da execução de obras específicas.

Com isso, várias intervenções foram feitas em estradas, portos e aeroportos. Embora muitas obras do PAC não puderam ser iniciadas ou finalizadas em razão de questões ambientais, políticas ou locais, o programa serviu para estimular a iniciativa privada que, aos poucos, passou a investir também em melhorias da cadeia logística no país.

Diante disso, fica claro que iniciativas assim são importantes para fomentar um novo cenário logístico. No qual se tenha mais clareza e certeza sobre a capacidade dos modais de transporte e uma estabilidade necessária para o investimento privado.

Investimento no multimodal

Multimodal é a articulação de diferentes modais de transporte, que proporciona maior dinamismo nas operações de transporte e possibilita que os serviços logísticos se tornem mais eficazes e rápidos.

E, como explicado, um dos maiores problemas da logística nacional é justamente a centralização e a dependência do setor rodoviário. Ao investir na multimodalidade, o governo e a iniciativa privada permitem que os serviços sejam executados por outras vias, de maneira mais acessível.

Enfim, para que isso aconteça, é preciso uma série de incentivos (públicos e privados). Como o Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT), criado em 2006, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento dos modais de transportes ferroviário e aquaviário até 2023.

Menor burocracia do setor aéreo

Logicamente, se o entrave do setor aéreo passa por burocracia, por outro lado uma das soluções reais é estudar formas de agilizar os processos, respeitando as leis vigentes no país.

Não só isso, o trabalho deve ser voltado também para uma melhor infraestrutura dos aeroportos. Bem como investimentos tanto em espaço físico quanto de mão de obra. Afinal, muitas atividades acabam levando um tempo maior de execução por falta de pessoal especializado ou por defasagem no armazenamento.

A via aérea deve entrar como prioridade para a logística nacional nos próximos anos. Pois apesar da grande capacidade e vantagens em comparação aos demais, a sua utilização ainda está muito aquém da capacidade.

Para o empreendedor, negociações realizadas com as transportadoras multimodais podem reduzir os custos operacionais do negócio. Por exemplo, em termos de logística nacional, a Prestex está entre as três melhores empresas de transporte multimodal do país, oferecendo soluções completas em cargas emergenciais, com máxima eficiência, agilidade e segurança. Presente em todo Brasil, a marca já atende mais de 5.000 empresas.

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