Em 1854, foi inaugurado o primeiro modal ferroviário no Brasil por Dom Pedro II, batizado de Estrada de Ferro Mauá, tendo em vista que ligava o Porto de Mauá, localizado na Baía da Guanabara, à Raiz da Serra. O objetivo principal dessa construção era escoar mercadorias do interior para pontos comerciais e portos, integrar o transporte ferroviário e aquaviário e tornar mais acessíveis localidades distantes.

Naquela época, a malha ferroviária possuía uma extensão de 14,5 km. Hoje, conta com, especificamente, 29.165 km (distribuídos entre 13 linhas), de acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 

Conforme divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a malha ferroviária é responsável por 20,7% do transporte de cargas realizado no país, enquanto 61,1% ocorre por meio das rodovias.

Esse fato é resultado do baixo investimento na malha ferroviária ocorrido entre a década de 1950 até a década de 1990. No entanto, esse cenário tende a mudar. Segundo o ministro da infraestrutura, o governo tem como objetivo captar mais de R$ 40 bilhões em investimentos privados para a expansão do sistema ferroviário no país. 

Além disso, o governador de São Paulo, informou que vai investir cerca de R$ 6 bilhões na reestruturação da malha ferroviária do estado. Essa ação faz parte do atual plano do governo, denominado Retomada 21/22, que visa impulsionar a economia do estado, gerar 134 mil empregos diretos e indiretos e expandir a capacidade da ferrovia de 35 milhões para 75 milhões de toneladas por ano.

A retomada do investimento na malha ferroviária é resultado do reconhecimento que esse modal vem ganhando ao longo do tempo por proporcionar uma série de benefícios. Confira!

Importância do modal ferroviário no Brasil 

Ainda hoje, o modal ferroviário é utilizado para o transporte de matérias-primas e produtos, pois os trens são capazes de deslocar grandes quantidades de carga de uma única vez, contribuindo para a redução de custos para as empresas e, consequentemente, para o fornecimento de produtos finais por valores mais acessíveis aos consumidores.

Vale destacar, ainda, que a malha ferroviária é a principal responsável pelo abastecimento dos portos nacionais, contribuindo para a exportação de insumos agrícolas, minérios, milho, grãos e soja, os quais resultaram em US$ 210 bilhões para o Brasil em 2020, o equivalente a 14,6% do PIB.

Além disso, o setor ferroviário emprega muitas pessoas no Brasil, favorecendo a geração de empregos. De acordo com a Agência Nacional do Transporte Ferroviário (ANTF), o setor já chegou a empregar aproximadamente 41.632 trabalhadores.

Além da malha ferroviária reduzir os custos na cadeia produtiva, fornecer produtos com valores mais acessíveis, auxiliar no processo de exportação e gerar empregos, ela corresponde a uma alternativa de transporte mais sustentável, comparada com caminhões e carretas, por exemplo. 

Várias empresas já utilizam o modal ferroviário. A Vale, por exemplo, faz uso de uma tecnologia em sua linha ferroviária denominada de helper dinâmico, que possibilita que a locomotiva seja acoplada ao trem em movimento por meio de aproximação dinâmica, resultando em uma economia de 800 litros de combustível e, consequentemente, geração de menos gases poluentes.

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