A logística é um serviço muito importante para qualquer economia mundial. Inclusive, quando se trata de uma economia como a brasileira, a qual o território possui uma grande extensão, sua importância cresce ainda mais.

Enfim, apesar do número de consumidores estar presente em grandes centros, as empresas fabricantes se espalham por todo o território. Dessa forma aumenta a importância dessas regiões que antes eram considerados menos desenvolvidas, e de um setor logístico cada vez mais eficiente.

Portanto, o maior diferencial competitivo de uma empresa em relação às suas concorrentes é seu planejamento, ou seja, uma boa programação logística é determinante para que uma empresa corra à frente ou atrás da concorrência.

Através de um planejamento logístico eficiente nos processos de uma empresa, a matéria prima que chega até a fábrica é armazenada ou utilizada em seguida, reduzindo o risco de desperdícios. Depois disso, os produtos são direcionados aos consumidores, por meio de estratégias eficientes de distribuição.

Assim, com o aumento da utilização de tecnologias, o aperfeiçoamento dos processos logísticos é constante e tem se tornado um diferencial dentro da concorrência do setor.

Por isso, nesse post vamos explicar o funcionamento do fluxo direto e indireto utilizado pelas empresas para atender suas demandas logísticas.

O que são os fluxos logísticos?

Os fluxos logísticos são uma série de processos aplicados com a finalidade de melhorar a forma como as atividades são realizadas nas empresas e os resultados obtidos a partir daí. Isso inclui a redução de custos e do tempo de produção, ocasionando uma maior eficiência. 

Eles também são utilizados para trazer mais diferenciais competitivos para a organização, já que, ao aprimorar a logística, os produtos podem ter valores reduzidos, serem produzidos em maior escala, transportados com mais agilidade e segurança e assim por diante.

Quais são os elementos que compõem o fluxo logístico?

Os principais fluxos logísticos são o fluxo direto e o reverso. O direto é composto pelo fluxo de materiais, de informações e o econômico. Já o segundo é formado pela logística reversa.

Veja o conceito e as características dos componentes do fluxo direto e fluxo reverso:

O fluxo de materiais é o que engloba o transporte de todos os componentes utilizados pela empresa. Ele pode acontecer por meio dos modais de transporte quando ocorrer em locais diferentes, ou dentro da empresa, com a ajuda da tecnologia.

Já o fluxo de informações pode ser conceituado como aquele que leva a informação até diferentes setores da organização. Esse tipo de fluxo deve ser focado na exatidão e na precisão, para que as decisões tomadas pelos dirigentes e colaboradores sejam as mais acertadas possível.

Também há o fluxo econômico, que é todo o investimento realizado para melhorar a logística da empresa e trazer resultados cada vez mais positivos. 

Por fim, temos a logística reversa que engloba as ações de devolução aplicadas nas empresas para que haja um ciclo fechado de produção. Ao mesmo tempo em que os produtos saem da empresa, eles retornam para serem reciclados e utilizados novamente.

Fluxo direto: da produção à entrega

Na logística direta, conhecemos o fluxo da cadeia de suprimentos que se inicia com a matéria-prima até a produção, e prossegue com a distribuição até a entrega ao consumidor final.

Numa operação tradicional, a ‘metade maior’, ou seja, a da entrega, sempre foi vista como mais importante do que a da devolução/recebimento. Afinal, a primeira chama mais a atenção de toda a organização:

  • primeiro, é o escoamento dos produtos armazenados;
  • segundo, são fluxos financeiros positivos, vendas.

Assim, o fluxo direto exige um alto nível de integração entre os agentes da cadeia.

Na logística direta, o canal da rede de suprimentos é linear e unidirecional. Ele se inicia na extração e manejo da matéria prima para o consumo, passando pela produção ou transformação desse insumo para a criação de um produto. Depois de pronto, ele parte para a armazenagem, e por fim, é distribuído conforme sua demanda.

Fluxo reverso: pensando no meio ambiente

Na logística reversa, o fluxo de materiais passa a ser circular. Dessa forma a cadeia de suprimentos se amplia, mas também se fecha. Pois, uma vez que os canais formam ciclos, fazem com que os materiais retornem a etapas anteriores da cadeia para o seu processamento em uma nova utilização, por meio da reutilização ou reciclagem.

Assim como o fluxo direto, a logística reversa também exige um nível de integração entre os agentes da cadeia.

No entanto, como o objetivo principal da cadeia reversa é agregar valor ao resíduo por meio da reciclagem, alguns pontos precisam ser analisados com maior atenção, como:

  • Custos de transporte e desmontagem dos produtos;
  • Estratégia logística para o recolhimento dos produtos pós-consumo;
  • Localização regional de centros de consolidação de desmanche e remanufatura;
  • Desenvolvimento de sistemas para integração entre fornecedor e cliente;
  • Tecnologia para a desmontagem e separação dos materiais.

No fluxo reverso, o caminho é inverso e os produtos ou seus resíduos, embalagens e afins são movimentados do consumidor em direção ao produtor. Sendo assim, a logística reversa possui duas estratégias operacionais:

1. A logística de pós-venda

Está relacionada ao fluxo físico e das informações dos bens de pós-venda, sem uso ou com pouco uso, que por algum motivo retornarão aos elos anteriores do fluxo direto;

2. A logística de pós-consumo

Está relacionada aos bens de pós-consumo cuja vida útil chegou ao fim e não podem ser negociados nos canais convencionais. No entanto, não significa que não possam ser reaproveitados de alguma forma antes de ponderar seus descartes adequados.

Um planejamento logístico bem executado garante ações sustentáveis de uma empresa em relação ao descarte de materiais e resíduos diversos. Assegurando assim, o cumprimento das leis ambientais e garantindo mais um diferencial para a empresa e sua visibilidade perante a sociedade.

Quais são os tipos de logística reversa?

Os principais tipos de logística reversa aqui no Brasil são a de pós-venda e a de pós-consumo, já abordadas neste post. Porém, outro tipo de logística reversa muito importante é a do reuso. Ela considera a venda de resíduos produzidos pelas empresas depois que os processos foram concluídos.

Esse é o caso dos leilões de eletrônicos, carros e outros produtos que as fábricas descartam depois de utilizar, mas que podem ser reaproveitados por outras pessoas ou empresas ao invés de serem descartados, muitas vezes, até de forma incorreta.

Então, ficou interessado sobre o assunto e quer algumas dicas de como colocar em prática o processo em sua empresa? Então leia nosso artigo: Logística reversa: aprenda como implementar na sua empresa.

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Independentemente da escolha de ações de fluxo direto e fluxo reverso feita na sua empresa, o mais importante é o processo logístico ser eficiente nos prazos e custos. Se você quiser saber mais sobre como aumentar a eficiência logística da sua empresa e reduzir seus custos clique aqui e conheça a Prestex, a empresa nacional que é referência em entrega expressa e especializada em logística da cadeia de valor.