Multimodalidade rodoaérea: como combinar modais para otimizar o lead time

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Em um país de dimensões continentais como o Brasil, reduzir o prazo de entrega sem elevar drasticamente os custos é um desafio constante.

Em rotas longas, depender apenas do transporte rodoviário pode comprometer operações críticas, especialmente quando há gargalos de infraestrutura, restrições de rota ou necessidade de reposição urgente. Por outro lado, utilizar somente o modal aéreo em toda a operação pode elevar o custo logístico para além da capacidade financeira.

É justamente nesse equilíbrio que a multimodalidade rodoaérea ganha relevância.

Ao combinar a velocidade do transporte aéreo com a capilaridade do modal rodoviário, empresas conseguem construir operações mais ágeis, inteligentes e economicamente eficientes.

O que é a multimodalidade rodoaérea na prática?

Na prática, a multimodalidade rodoaérea integra dois modais dentro de uma única operação logística.

Seu fluxo logístico costuma ser dividido em três etapas principais:

First mile: corresponde ao início da operação, quando as mercadorias são coletadas no fabricante e transportadas até o primeiro centro de distribuição, armazém ou ponto de consolidação. Nessa etapa, atividades como coleta, embalagem, organização e triagem são fundamentais para evitar atrasos nas fases seguintes.

Middle mile: é a etapa intermediária, responsável por movimentar cargas consolidadas entre armazéns, centros de distribuição e hubs regionais. É nesse trecho que podem ser utilizados caminhões de grande porte, transporte aéreo ou outros modais de carga, conectando a origem da mercadoria às regiões mais próximas do destino final.

Last mile: representa a etapa final da jornada logística, quando a mercadoria sai de um hub ou centro de distribuição local e é entregue diretamente ao cliente. Por ocorrer geralmente em áreas urbanas e envolver múltiplos destinos, é uma das fases mais complexas e caras da operação, exigindo agilidade para lidar com trânsito, rotas e expectativas de prazo.

Esse modelo permite aproveitar o melhor de cada modal. O transporte rodoviário oferece capilaridade e acesso a regiões onde o avião não chega diretamente. Já o modal aéreo reduz drasticamente o tempo de deslocamento entre regiões distantes.

Intermodalidade, multimodalidade e o papel do OTM

Vale destacar também a diferença entre intermodalidade e multimodalidade.

Na intermodalidade, diferentes transportadores assumem trechos distintos da operação, geralmente com contratos e documentos separados.

Na multimodalidade, a operação é integrada sob a responsabilidade de um único Operador de Transporte Multimodal (OTM). Esse operador coordena os diferentes modais e responde pela operação como um todo, com a emissão de um único documento de transporte.

Para o embarcador, isso reduz a complexidade operacional e facilita o acompanhamento da carga, já que existe um único responsável pela coordenação do transporte multimodal.

Como a combinação de modais otimiza o Lead Time?

A integração entre diferentes modais de transporte pode otimizar o Lead Time ao combinar velocidade, capacidade e flexibilidade de acordo com as necessidades de cada trecho da operação.

Logistica Integrada

1. Redução do tempo de trânsito em longas distâncias

Em rotas extensas, como as que conectam o Sul ao Nordeste ou ao Norte do Brasil, a combinação de modais pode reduzir significativamente o tempo total de trânsito. O uso do transporte aéreo, por exemplo, pode acelerar os trechos mais longos, enquanto o transporte rodoviário realiza a coleta e a entrega nos pontos de origem e destino.

2. Superação de gargalos na infraestrutura terrestre

A integração modal também permite reduzir a dependência de longos trajetos rodoviários, especialmente em regiões com estradas em más condições, congestionamentos ou outras limitações de infraestrutura. Ao utilizar alternativas mais adequadas para cada trecho, a operação se torna menos vulnerável a gargalos específicos da malha terrestre.

3. Maior previsibilidade na cadeia de suprimentos

Além de reduzir o tempo de trânsito, a combinação de modais contribui para uma operação mais previsível. Com diferentes alternativas de transporte e um planejamento integrado, torna-se possível controlar melhor os prazos, antecipar riscos e reduzir o impacto de imprevistos ao longo da rota.

O ponto de equilíbrio: custo versus benefício

Por que o rodoaéreo pode ser uma escolha estratégica? Porque combina a velocidade do transporte aéreo com a capilaridade do transporte rodoviário, equilibrando desempenho e custo operacional.

1. Mais rápido que o transporte rodoviário

Em rotas de longa distância, o transporte 100% rodoviário pode resultar em prazos mais longos e maior exposição a gargalos de infraestrutura, trânsito e condições das estradas. A utilização do modal aéreo em parte do trajeto permite reduzir significativamente o tempo de trânsito.

2. Mais econômico que o frete aéreo porta a porta

Embora o transporte aéreo seja mais rápido, sua utilização em toda a operação pode elevar o custo do frete. No modelo rodoaéreo, o modal aéreo é combinado com o transporte rodoviário, permitindo alcançar prazos menores com um custo inferior ao de uma operação exclusivamente aérea.

3. Menor necessidade de estoque de segurança

A redução do tempo de abastecimento  também pode impactar positivamente a gestão de estoques. Quanto mais rápido e previsível for o abastecimento, menor tende a ser a necessidade de manter grandes volumes de estoque de segurança para compensar atrasos e incertezas na cadeia de suprimentos.

Casos de uso ideais: quem mais se beneficia?

O transporte rodoaéreo é especialmente indicado para operações em que o prazo de entrega é crítico, mas o custo de uma operação exclusivamente aérea seria elevado. Por isso, alguns setores se beneficiam particularmente dessa combinação de modais.

1. E-commerce: resposta à expectativa de entregas rápidas

O crescimento do comércio eletrônico elevou a expectativa dos consumidores em relação aos prazos de entrega, o chamado “Efeito Amazon”. Nesse cenário, o rodoaéreo permite acelerar o transporte em longas distâncias e viabilizar entregas em 24 ou 48 horas, inclusive em operações que conectam diferentes regiões do país.

2. Indústria farmacêutica e saúde: agilidade para itens críticos

Medicamentos de urgência, insumos hospitalares e outros produtos relacionados à saúde podem exigir transporte rápido e previsível. A combinação de modais ajuda a reduzir o tempo de trânsito e a garantir que esses itens cheguem ao destino dentro dos prazos necessários.

3. Peças automotivas e industriais: evitando paradas na produção

Na indústria, o atraso de uma peça pode interromper uma linha de produção inteira. Por isso, o rodoaéreo é uma alternativa estratégica para o transporte de peças automotivas e industriais em operações Just-in-Time, nas quais os componentes precisam chegar no momento certo, sem a necessidade de manter grandes estoques.

O papel vital da tecnologia (TMS) no rodoaéreo

A eficiência do transporte rodoaéreo depende da sincronização precisa entre diferentes modais e etapas da operação. 

Um dos principais desafios está no transbordo, que exige alinhar a chegada dos caminhões aos Terminais de Cargas (TECA) com as janelas de recebimento e embarque dos voos. Qualquer descompasso pode resultar em esperas, perda de conexões e atrasos na entrega.

Nesse contexto, um sistema de gestão de transportes (TMS) é fundamental para oferecer visibilidade e rastreabilidade de ponta a ponta. Ao centralizar informações sobre diferentes etapas e modais, a tecnologia permite acompanhar o status da carga, monitorar prazos e identificar possíveis desvios com maior rapidez. Isso facilita a tomada de decisões e contribui para uma operação mais coordenada, previsível e eficiente.

A Multimodalidade já é o presente da logística

Mais do que uma tendência, a integração entre modais é uma estratégia presente em empresas que precisam se manter competitivas em um mercado cada vez mais exigente. 

Ao combinar a flexibilidade do transporte rodoviário com a velocidade do modal aéreo, é possível reduzir prazos, superar longas distâncias e tornar a operação mais previsível, sem necessariamente assumir o custo de um frete aéreo do início ao fim. 

A Prestex pode ajudar sua empresa a avaliar as melhores alternativas para a sua operação. Simule um frete multimodal e descubra como otimizar seus prazos de entrega sem abrir mão da eficiência de custos. 

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Perguntas frequentes

O que é multimodalidade rodoaérea?

É a combinação dos modais rodoviário e aéreo em uma mesma operação logística. Na prática, a carga pode ser coletada e entregue por transporte rodoviário, enquanto o modal aéreo é utilizado no trecho de longa distância, reduzindo o tempo total de trânsito.

Qual é a vantagem do transporte rodoaéreo?

A principal vantagem é equilibrar velocidade e custo. A operação pode ser significativamente mais rápida do que um transporte 100% rodoviário e, ao mesmo tempo, mais econômica do que um frete aéreo realizado de ponta a ponta.

O transporte rodoaéreo é mais barato que o frete aéreo?

Em geral, sim. Como o modal aéreo é utilizado apenas em parte do trajeto, o custo tende a ser inferior ao de uma operação exclusivamente aérea. A economia exata depende da rota, do tipo de carga, do prazo e da configuração da operação.

Quais empresas mais se beneficiam do transporte rodoaéreo?

Empresas que trabalham com prazos críticos ou que precisam reduzir o tempo de ressuprimento tendem a se beneficiar mais. Entre os principais exemplos estão os setores automotivo, farmacêutico, industrial, de saúde, agronegócio e e-commerce.

A multimodalidade rodoaérea ajuda a reduzir o Lead Time?

Sim. Ao utilizar o modal mais adequado para cada trecho, a operação pode reduzir o tempo de trânsito em rotas longas e superar gargalos da infraestrutura terrestre. Além disso, uma operação bem planejada contribui para aumentar a previsibilidade dos prazos de entrega.

A Prestex oferece soluções rodoaéreas?

Sim. A Prestex oferece soluções multimodais customizadas para operações B2B que exigem agilidade, previsibilidade e controle. A combinação entre transporte rodoviário e aéreo pode ser planejada de acordo com as características da carga, da rota e do prazo necessário para cada operação.

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