Para entendermos como funciona o processo de transporte de cargas no Brasil, precisamos, antes de tudo, perceber que o principal objetivo de uma gestão de logística de distribuição é disponibilizar a quantidade de mercadorias certa no momento e no lugar certos. Além disso, é preciso otimizar processos para que as operações sejam rentáveis e lucrativas para as empresas.

Entregar as mercadorias vendidas, seguindo todas as normas de proteção, qualidade e dentro do prazo combinado com o cliente, é essencial para uma empresa que necessita desse tipo de serviço. Manter-se atento a eventuais melhorias dos processos de distribuição e transladação de um ponto a outro pode ser útil, assim como escolher as melhores e mais confiáveis empresas de transporte para efetuar o serviço.

Entretanto, o processo de transporte e distribuição de cargas é complexo e dividido em algumas etapas. Então, confira todas elas agora!

As etapas da distribuição e do transporte de cargas

Administração do transporte

Para que o serviço tenha um desempenho satisfatório, a análise de custos, escolha da transportadora e verificação da estrutura necessária são fatores fundamentais. Nessa etapa, é preciso uma boa administração para que o serviço seja eficaz e eficiente e, por isso, é normal que haja várias negociações entre empresa e transportadora. É importante optar sempre por aquele transporte de cargas confiável, ágil e que ofereça mais vantagens para o cliente.

Conferência da carga

Após a expedição, que é a etapa final dentro de um centro de distribuição, é necessário conferir as cargas em quantidade e tipo. Erros nessa etapa podem resultar em devoluções, que geram prejuízos tanto para o distribuidor quanto para o varejista. No caso de uma carga perecível, por exemplo, os cuidados com o transporte e principalmente com a conferência são ainda maiores, já que é preciso se atentar ao prazo de validade do produto.

Roteirização da entrega

O transporte de cargas deve ser bem planejado para não gerar prejuízos para a empresa. O momento da entrega tem papel fundamental no aproveitamento de recursos de transporte e, nesse caso, deve-se considerar custos, prazos e qualidade. Os distribuidores, então, estão apostando em roteirizadores inteligentes capazes de identificar as melhores rotas, ou seja, aquelas com menor tempo, distância e qualidade.

Controle do transporte de carga

Fazendo o controle logístico, a empresa otimiza o processo, ganhando rapidez nas operações e aumentando o controle financeiro, de qualidade e de confiabilidade. Empresas que fazem a gestão desse processo podem controlar todo o ciclo de contratação de transportes, incluindo a cotação e negociação. Existem ferramentas no mercado que permitem o monitoramento de todo o processo, como conferência das faturas, ocorrências de atraso, baixa das entregas, confirmação do embarque, entre outras informações.

Descarregamento, roteirização e entrega da carga

Grandes volumes de cargas chegam aos centros de consolidação por vários tipos de transporte, porém com destinos finais diferentes. Nessa etapa, ocorre o descarregamento e a roteirização das cargas. Na grande maioria das vezes, os veículos pesados são descarregados e as mercadorias, após serem roteirizadas, são carregadas em veículos menores.

Análise de indicadores

Os indicadores de desempenho logístico servem para avaliar e medir o nível de desempenho de processos e devem atender a estratégia e meta dos distribuidores. Os indicadores principais no ambiente de distribuição incluem:

  • Tempo em trânsito;
  • Devoluções;
  • Exatidão das notas de transporte;
  • Pontualidade das entregas.

O transporte de cargas no Brasil

Em nosso país, o transporte de matérias-primas e mercadorias ocorre por meio de diversos modais, sendo os principais o rodoviário, o ferroviário, o aquaviário, o aéreo e o dutoviário. Dentre as opções destacadas, o modal mais utilizado no Brasil é o rodoviário, que é responsável pelo transporte de 60% de todas as cargas transportadas no território nacional. 

A maior utilização do modal rodoviário em detrimento de outros, como os modais ferroviários que são mais baratos e poluem menos, é resultado de diversos acontecimentos históricos, sendo um deles o plano de governo do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que desejava fazer o Brasil crescer 50 anos em apenas 5. Como a construção de ferrovias era um processo mais lento do que o de rodovias, optou-se por esse último.

Segundo o site de notícias do Governo Federal, pretende-se aumentar a malha ferroviária brasileira de 15% para 30% nos próximos 10 anos, com o intuito de ampliar o escoamento da produção brasileira e reduzir custos com transporte.

Outro tipo de modal que ainda é pouco utilizado no país é o aquaviário, apesar de ser mais seguro e barato e menos poluente. Atualmente, cerca de 1% do transporte de cargas é realizado por modais aquaviários.

Já o modal aeroviário é muito utilizado especificamente para o transporte de cargas emergenciais, que necessitam ser transportadas a longas distâncias em um curto espaço de tempo. Além disso, esse modal é muito utilizado para o transporte de cargas de alto valor agregado, ou que possui extrema importância e urgência na cadeia de valores entre fornecedores.

Por fim, o modal dutoviário, que é realizado por meio de tubulações, possui uma extensão de 45 mil quilômetros, sendo bastante usado para o transporte de substâncias perigosas, como gases e óleos.

Por vezes, é necessário contar com mais de um tipo de modal, como o transporte intermodal ou multimodal.

No Brasil, para que uma empresa possa atuar como Operador de Transporte Multimodal (OTM), é necessário que ela esteja autorizada pela pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Agora, para que uma pessoa jurídica (que não atue como OTM) possa realizar o transporte de cargas no país, é preciso que ela possua o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC), que também é emitido pela ANTT.

Além disso, caso a empresa realize o transporte de cargas internacionais, é necessário que ela seja certificada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). 

Além de dispor dessas autorizações, o transporte de cargas no Brasil deve contar com seguro, sendo um realizado pelo embarcador e o outro pelo transportador, caso o serviço de entrega seja terceirizado, e o Código Identificador da Operação de Transportes (CIOT), o qual é obtido por meio de cadastro no sistema da ANTT e garante o pagamento do frete à empresa contratada.

Como funciona uma transportadora?

Diversas atividades são necessárias na rotina de uma transportadora para que ela garanta a segurança, agilidade e redução de custos em seus processos. Dentre as principais operações executadas por esse tipo de empresa, podem-se destacar:

  • Gestão de manutenção: para que seja resguardada a segurança dos motoristas e das cargas, é necessário que a transportadora planeje e gerencie a execução da manutenção dos veículos, que deve ser realizada periodicamente.
  • Planejamento logístico: uma das principais responsabilidades da transportadora é planejar rotas, paradas e modais necessários para entrega das cargas, de modo que o tempo seja otimizado, os custos reduzidos e as necessidades dos clientes sejam atendidas. Sendo assim, é no planejamento que as estratégias de distribuição e transporte de cargas são elaboradas, como métodos de conferência de cargas e controle do transporte, roteirização da entrega e seleção de indicadores.
  • Gerenciamento de riscos: além do planejamento, a transportadora deve elaborar um documento contendo as estratégias de gerenciamento de riscos, a fim de aplicar com agilidade ações previamente planejadas em caso de acidentes, furtos, assaltos, atrasos e perdas de cargas.
  • Monitoramento das entregas: a transportadora também está incumbida de realizar todo o monitoramento do transporte de cargas, de maneira a garantir que o planejamento realizado seja executado adequadamente. Desse modo, é nessa etapa que as estratégias de monitoramento, como métodos de conferência e rastreamento automatizado de cargas, são colocadas em prática. Vale destacar também que, ao final de todo processo, os indicadores selecionados no planejamento são analisados com o intuito de auxiliar no monitoramento e avaliação do serviço prestado.
  • Cobrança do frete: por fim, a empresa também realiza o cálculo e a cobrança do frete. Para a efetuação do cálculo, são considerados diversos fatores que influenciam no preço da cotação, tais como peso, cubagem, distância a percorrer, para qual origem e destino, tempo desejado para coleta e entrega, presença de riscos, acessibilidade do trajeto, dentre outros.

Por que contratar uma transportadora de cargas?

Como você pôde perceber, as atividades de distribuição e transporte de cargas são extremamente complexas, e qualquer equívoco no planejamento e execução pode acarretar em atrasos e gastos desnecessários.

Sendo assim, a melhor opção é contar com uma empresa especializada no ramo que possui toda a infraestrutura necessária e muita experiência no mercado para realizar as entregas pelo melhor preço e no menor tempo possível.

Conheça as soluções da transportadora de cargas Prestex

A Prestex é uma empresa nacional especializada em logística de cadeia de valor que oferece diversas soluções completas para o transporte de cargas em todo o Brasil. Os serviços disponibilizados pela empresa contam com rastreamento full time, entrega de cargas 24h, entrega porta a porta, dentre várias outras vantagens.

Portanto, se você necessita de uma transportadora especializada para realizar o transporte de suas cargas, conte com a Prestex!